27th Aug, 2008

Robert McKee em Portugal

Um dos mais conhecidos “oradores” na arte do argumento estará em Novembro em Portugal:

ROBERT MCKEE PELA PRIMEIRA VEZ EM PORTUGAL

O mais conhecido e respeitado especialista mundial na área da escrita de argumentos vai estar em Lisboa nos dias 14, 15 e 16 de Novembro, para apresentar o Seminário Story.

O evento decorrerá em Lisboa, nas instalações da Escola Superior de Comunicação Social e terá a duração de três dias.

Robert McKee apresenta regularmente o seminário Story, com audiências esgotadas em todo o mundo. De Los Angeles a Tel Aviv, passando por Nova Iorque, Londres, Sydney, Singapura, Istambul, Boston, Paris, Oslo e Roma entre outras cidades do mundo, mais de 45.000 pessoas frequentaram o curso ao longo dos últimos 15 anos.

Atraindo os mais diversos e variados públicos, este seminário realiza-se ao longo de três intensos dias e é uma fonte de conhecimento e inspiração únicos para profissionais e estudantes ligados à área, sendo particularmente recomendada a sua frequência a argumentistas, escritores de televisão, romancistas, actores, escritores de ficção, dramaturgos, produtores e realizadores, estudantes ou apaixonados da sétima arte.

O romancista escritor de best-sellers Steve Pressfield disse simplesmente, “McKee não é só o melhor professor de escrita que eu já tive, mas o melhor professor de tudo.”

Para mais informações consulte o site www.mixreel.net, ou utilize o e-mail mckee@mixreel.net

13th Aug, 2008

Dexter

Dexter é uma das séries do momento na televisão. Depois de duas temporadas, a série prepara a estreia da terceira durante Setembro, nos Estados Unidos. Este é o site oficial. Dexter será alvo de uma análise na edição número 1 da (mini) revista online da APAD.

14th Jul, 2008

Revista APAD

A direcção da APAD está a preparar uma nova (mini) Revista para ser publicada online, com alguns artigos escritos por argumentistas.

Nesse âmbito, gostaríamos de convidar todos aqueles que pretendam escrever para a revista que nos contactem. Teremos todo o gosto de contar com todos os que nos lêem.

O tema do primeiro número é: “Ser Argumentista em Portugal”.

Contamos com todos. Escrevam para o meu email: ribas.daniel@gmail.com.

30th Jun, 2008

celtx na versão 1

Como o João Nunes notou, no seu blogue, o programa open source de escrita de guiões celtx chegou, finalmente, à versão 1.

Vale a pena por isso:
- ir à página oficial e fazer o download do programa (compatível com Windows, Mac e Linux)
- visitar o tutorial que o João fez.

23rd Jun, 2008

Linda Seger em Portugal

A scrip consultant e autora Linda Seger (How to Make a Good Script Great, How to Make a Good Writer Great, entre muitos outros livros) vai dar um workshop de guionismo durante os Encontros Internacionais de audiovisual Avanca’08. É um dos pontos altos do ano para os guionistas portugueses. Descubra o programa e inscreva-se aqui.

Do programa dos encontros:

TRANSFORME-SE NUM ARGUMENTISTA AINDA MELHOR - Um espaço de reflexão e trabalho sobre a profissão de argumentista e da criatividade na escrita dos filmes.

Orientador – Linda Seger (EUA)
Autora de vários livros sobre argumento cinematográfico, é uma conceituada analista de argumentos e conferencista.

Vários dos seus livros transformaram-se em best-sellers no mercado americano, nomeadamente “Making a Good Script Great”, “Creating Unforgettable Characters” e “Making a Good Writer Great”. Esta última obra acaba de ser editada em Portugal pelas “Edições Cine-Clube de Avanca”. Escreveu ainda “The Art of Adaptation: Turning Fact and Fiction into Film”, “From Script to Screen: The Collaborative Art of Filmmaking” (com o Dr. Edward Whetmore), “When Women Call the Shots: The Developing Power and Influence of Women in Television and Film” e “Advanced Screenwriting: Raising your Script to the Academy Award Level”.

Desde 1981, Linda Seger tem trabalhado como consultora de argumento em mais de 2000 filmes e programas de televisão, alguns deles realizados por Peter Jackson, John Boorman, Clint Eastwood, Abel Ferrara, Roland Emmerich, John Irvin, Kayo Hatta, etc.

Colaborou com variadíssimas companhias do cinema e televisão de todo o mundo, nomeadamente as norte-americanas ABC, CBS, NBC Networks, Disney, Turner Network, organizações profissionais como a Motion Picture Academy, American Film Institute e grémios de realizadores e argumentistas nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Rússia e em vários países europeus.

Professora de argumento em numerosas universidades americanas (UCLA, USC, Grand Canyon College, McPherson College, University of LaVerne. The Colorado College, UC-Santa Barbara, Biola College, University of Wisconsin), tem leccionado em diversas escolas de cinema, nomeadamente na Film School of Switzerland, European Film College, Danish Film School, Australian Film Television and Radio School e nas escolas de cinema e televisão de Munique e Moscovo.

Tendo realizado seminários e consultadoria em mais de 30 países, esta é a sua primeira passagem por Portugal.

Co-orientadora – Anabela Oliveira

Com um Doutoramento em Literatura Comparada, orienta as suas pesquisas actuais no domínio dos estudos fílmicos. Docente na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, é autora do livro “Entre Vozes e Imagens” (ISBN 978-972-8925-46-8).

Paulo Filipe Monteiro é argumentista, dramaturgo, antigo presidente da APAD, e professor da Universidade Nova de Lisboa. Através dele recebemos a informação das seguintes acções de formação, que podem ser um excelente arranque para um verão de muitas escritas.

Love & Death in 3 Minutes or Less:  The Screenwriter’s Role in New Media
Conference by Stuart Kelban

24 de Junho, às 18 horas, Auditório 1
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna)

Recently, the Writers Guild of America went on strike, largely over financial issues related to writing for new media.  Screenwriters in the United States were willing to shut down Hollywood  for four long months, at great risk to both the industry and their own careers.  And yet, no one – not the film studios, the television networks, nor the writers themselves — truly knows what shape “writing for new media” is going to take.

During this new form’s long, drawn-out birth, there have been some notable successes (”Lonelygirl”) and some very public failures (”Quarterlife”).  Using clips from recent web-series, we’ll explore the directions that writing for new media may take in the near future, along with the implications for traditional cinematic story-telling.  Will the same classic Aristotelian dramatic principles apply to both a two-hour feature and a three-minute webisode?  What happens to characterization, story and structure when you write films to be shown on cellphones?   And most importantly, will the next “Citizen Kane” premiere on YouTube?

Stuart Kelban is a professional screenwriter with experience writing for feature films   and television.  A Writers Guild of America member, he has sold screenplays to many of the major studios and productions companies in Los Angeles, including 20th Century Fox, Sony, Warner Brothers and Paramount, and has developed projects for Denzel Washington, Sean Connery, Adam Sandler and John Woo.  He has also written original pilots for such TV networks as UPN, NBC and HBO, and is currently co-writing a pilot for Will Ferrell and Adam McKay.   Stuart is the Head of Screenwriting for the Radio-TV-Film department at the University of Texas at Austin; he has also taught screenwriting at Harvard, Boston College and Emerson College.

Curso de Escrita para Cinema e Televisão
Escola de Verão da Universidade Nova de Lisboa
por Paulo Filipe Monteiro

9, 10, 11, 15, 16 e 17 de Julho, das 18h00 às 21h00
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna)

O cinema e a televisão são formas de comunicação contemporâneas, que no nosso século tiveram de inventar a sua linguagem. Neste curso de 18 horas, intensivo e prático, estuda-se como se tem definido e transformado a escrita própria de textos destinados a serem filmados. Trata-se de um género que só pode ser compreendido por relação com a narração e o drama. Para compreender a «narração dramática» dos guiões, trabalham-se as teorias clássicas da narração, as estratégias narrativas de vários tipos de filmes, as personagens, as cenas, os diálogos e técnicas específicas de manipulação do espaço e do tempo. Tudo isto será desenvolvido a partir das sinopses previamente enviadas pelos participantes.
Requisitos Prévios: Os interessados neste curso devem enviar para o e-mail pfm@sapo.pt uma página com sinopse original de um filme de ficção. A selecção dos participantes será feita com base nessas sinopses. Data limite para o envio da sinopse: 13 de Junho
Número de vagas: 20

Inscrições: o curso custa 100 euros (80 para estudantes da FCSH-UNL). Para obter um diploma final, há um custo adicional de 20 euros (10 para esses estudantes). Mais informações em http://www.fcsh.unl.pt/escoladeverao/
Paulo Filipe Monteiro é doutorado em Ciências da Comunicação (especialidade de Cinema) pela Universidade Nova de Lisboa. A sua tese de doutoramento foi sobre o cinema português entre 1961 e 1990. Especializou-se em guionismo em França, Itália e Estados Unidos. Além da disciplina de guionismo que ensina na Universidade Nova de Lisboa, tem dado cursos de escrita para cinema e televisão em várias instituições (com destaque para o seminário que regeu na Fundação Calouste Gulbenkian de Abril a Junho de 1997). Tem também supervisionado guiões em encontros em Portugal, Irlanda, Escócia e Alemanha. Foi vários anos Presidente da Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos.
Escreveu a peça de teatro Área de Risco (estreada em 1999 na Fundação Calouste Gulbenkian) e a série de televisão A Viúva do Enforcado. Com João Mário Grilo, escreveu as longas-metragens O Fim do Mundo, Os Olhos da Ásia e Longe da Vista. Com o mesmo realizador, escreveu três telefilmes de 90 minutos: As Contas do Morto, realizado por Rita Nunes; 451 Forte, realizado por João Mário Grilo; e A Hora da Morte, realizado por José Nascimento. Tem 27 anos de trabalho como actor e encenador.
Currículo pormenorizado em www.pfm.com.pt

Hoje estreiam dois filmes portugueses nas salas.

1) Terra Sonâmbula, um filme de Teresa Prata. (2 salas em Lisboa)
O argumento é da realizadora a partir do romance homónimo de Mia Couto.

Sinopse Público: Adaptação do livro homónimo de Mia Couto e estreia na realização de Teresa Prata, é a história de Muidinga, no início da década de 90, em que os efeitos da Guerra Civil ainda se fazem sentir, mesmo tendo ela chegado ao fim. Muidinga não se lembra do passado e foi encontrado pelo velho Tahir, que é um poço de histórias e que o trata como um filho. Um dia, Muidinga encontra ao lado de um cadáver um diário. No manuscrito, lê a história de uma mulher que procura o filho e à medida que continua a ler a história do filho daquela mulher começa a cruzar-se com a sua própria vivência. É aí que Muidinga decide procurá-la, numa viagem marcada pelo imaginário fantástico de Mia Couto.

2) A Ilha dos Escravos, um filme de Francisco Manso. (2 Salas em Lisboa, 1 no Porto e 1 em Sintra)
O argumento é do escritor António Torrado.
Site Oficial aqui.

Sinopse Público: No século XIX, durante uma revolta de miguelistas exilados em Cabo Verde, desenvolve-se um triângulo amoroso entre a filha de um fazendeiro, um escravo e um oficial miguelista. Um grupo de oficiais, desterrado no arquipélago, devido à derrota dos partidários do infante D. Miguel no confronto português, instiga um levantamento de tropas na Cidade da Praia. Os rebeldes, contrariando as suas próprias convicções antiliberais, tentam aliciar para o seu lado a população de escravos, à falta de outros meios humanos para atingirem os seus objectivos. Conspiração político-militar por um lado, insurreição de escravos por outro, a ilha transformar-se-á num barril de pólvora.
O argumento de “A Ilha dos Escravos” foi escrito por António Torrado, inspirado no romance “O Escravo”, escrito em 1856 pelo português Evaristo de Almeida, desterrado em Cabo Verde.

5th May, 2008

The Strike

The strike, um artigo de opinião de Bernardo Camisão

Finalmente, a greve chegou ao fim. Tal o país implorava.
Televisões regionais, paradas; aquelas cuja grelha de programação era exclusivamente nacional, à beira da extinção. Os piquetes nos vários centros de produção espalhados pelo país fora impediram a rodagem de vários filmes nacionais e co-produções. As televisões públicas de sinal aberto aguentaram-se com o que podiam: telenovelas brasileiras, sobretudo, velhos formatos de reality-show, pouco mais… Mas o maior impacto foi no prime time: as séries portuguesas de qualidade, as apostas da “nova grelha”, desapareceram subitamente. Valeu às televisões a passagem de concursos milionários, algum futebol, mas os espectadores da “generalista” não foram nessa cantiga da programação “cabo”…
Todos respiraram de alívio quando a greve chegou ao fim.
Os produtores portugueses compreenderam as reivindicações dos argumentistas e aceitaram a justa percentagem dos dividendos do enorme mercado de DVD’s de ficção portuguesa. E sobretudo, aumentaram a percentagem dada aos autores de todo o conteúdo de internet e new media, cujas receitas de publicidade são já avultadas…

Ter estado em Los Angeles durante parte do período de greve dos argumentistas norte americanos da WGA (Writers Guild of America) foi uma coincidência e uma oportunidade excepcional. Primeiro, de vincar o apoio da APAD (por mais simbólico que tenha sido); depois, de observação e vivência pessoal; finalmente, de percepção das características que nos unem.
Porque o nosso trabalho é igual – tudo começa com uma folha em branco – e a luta dos argumentistas americanos é exactamente a nossa: condições para que o trabalho criativo seja reconhecido e todos compreendam a sua importância universal: liberdade, expressão, identidade.
O exemplo norte-americano traz muitas ilações para a sobrevivente paisagem audiovisual portuguesa. Sobretudo a da força de uma classe e da instituição que a representa. A mesma força vital que queremos que a APAD tenha para os argumentistas portugueses.
Mesmo com todas as diferenças.
A greve resultou porque a WGA tem força no seio da sua comunidade. Enquanto durou a greve, Los Angeles tornou-se efectivamente uma cidade diferente. Sem rodagens (boicotadas pela greve); sem pessoas a escreverem nos cafés (a vida dos argumentistas era o piquete!); sem globos de ouro (a grande vitória), quase sem óscares (a cartada final). Todos sabiam que as consequências poderiam ser duras nas suas vidas pessoais, como na greve de há 20 anos, onde muitos argumentistas chegaram a ter de vender as suas casas. Mas o que estava a ser negociado hoje era o seu futuro e por isso é que foram implacáveis, com uma organização férrea, piquetes constantes, intransigência negocial, boicote a qualquer tipo de filmagens… e muito humor à mistura, nos blogues, nas manifestações, em todas as (muitas) actividades paralelas que realizaram.
Podemos sempre dizer que Portugal é diferente, que as comparações são cómicas, a distância absurda. Mas os valores pretendidos são os mesmos: a defesa do trabalho criativo.
A realidade americana é que a força da WGA vem de uma prática e de mecanismos de organização do audiovisual muito mais sofisticados, por comparação connosco, mas igualmente imprescindíveis (a tabelagem das remunerações, a formalização dos contratos, a fiscalização dos processos, os direitos de autor, a deontologia da profissão). Há um quadro formal da WGA que dá garantias de qualidade a todo o processo – quer para o argumentista, quer para o produtor, o investidor, o público… e o facto é que a televisão, o cinema e a internet efectivamente trabalham, por definição, com a WGA. Não a cem por cento, não em todos os projectos, mas na maioria dos projectos profissionais. Esta organização consubstancia necessariamente uma valorização do papel do argumentista . Foi da consciência dessa força, bem como da importância das questões em causa, que surgiu a greve. E quando a WGA faz greve, todo o show business pára. Filmes, televisão, talk-shows, tudo pára.
E tudo parou.

Em Portugal não temos o mercado, a organização, não temos sequer uma indústria audiovisual. Podemos até considerar que não precisamos. E a APAD não tem (ainda…) força para se fazer escutar. Mas precisa de fazer barulho para cumprir os seus objectivos, neste caso, valorizar a profissão de argumentista.

Uma ideia: da mesma forma que a WGA acolhe um registo de argumentos audiovisuais, se os argumentistas portugueses adoptassem para a APAD essa posição pró-activa, nós mesmos ficaríamos mais defendidos num mercado extremamente agressivo. Não para que a APAD ou quem quer que seja diga o que “é” ou “não é” um argumento. Lidamos com palavras, ideias, criatividade, imaginação. E isso não se regula.
Mas um trabalho frágil e dependente de terceiros como o de “argumentista português” precisa de uma união que defenda os seus direitos. Todo o trabalho criativo precisa de condições, todo o trabalho colectivo, de regulação.
Porque não aprender com as boas práticas da indústria de cinema americano?

Bernado Camisão
Argumentista

5th May, 2008

Vídeos sobre a Greve

Variety’s five favorite strike-related videos

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